10 julho 2007

Destino, Acaso ou Coincidência?

Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exactamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril. E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o «tudo» que ficou para trás e o «nada» que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades. Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia.
Haruki Murakami, in 'Em Busca do Carneiro Selvagem'
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Achei esse texto muito interessante, mas ao mesmo tempo vejo que muito complexo, sobre os pontos de vista. Dentro desse contexto não me atreviria a colocar uma idéia generalista, nem tão pouco, com muita certeza, mas acho que sobre tudo que até agora passei, o destino e o acaso já estiveram presentes em minha vida, portanto acontecimentos iguais ou diferentes mas que de alguma forma verdadeiros.

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